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 Autolesão entre adolescentes: por que acontece e como acolher


Nos últimos anos, tem crescido a preocupação de pais, educadores e profissionais de saúde mental com um fenômeno doloroso e silencioso: a autolesão entre adolescentes. Muitas famílias se surpreendem ao descobrir que seu filho, aparentemente bem, está se machucando de forma intencional. Esse comportamento, que pode incluir cortes, queimaduras, arranhar-se ou bater em si, não deve ser ignorado ou minimizado. É um sinal de que algo importante precisa ser compreendido e cuidado.



O que é a autolesão?

A autolesão não é, necessariamente, uma tentativa de suicídio. Na maioria das vezes, trata-se de uma estratégia de enfrentamento emocional, ainda que prejudicial, usada pelo adolescente para lidar com sentimentos intensos, como tristeza, raiva, ansiedade, frustração ou vazio. Ao se machucar fisicamente, a dor emocional é momentaneamente desviada para a dor física, trazendo uma sensação temporária de alívio.




Por que acontece?

Diversos fatores podem contribuir para que um adolescente recorra à autolesão, entre eles:

É importante lembrar que cada adolescente tem sua própria história e que a autolesão nunca deve ser julgada como “frescura” ou “modinha”.


Como acolher um adolescente que se automutila?

A primeira reação dos pais costuma ser de choque, medo ou até raiva, mas é fundamental evitar julgamentos e punições. O acolhimento começa com escuta ativa e empatia.

Algumas orientações importantes:

Mantenha a calma: demonstre interesse genuíno pelo que o adolescente está sentindo.

Evite críticas: isso pode aumentar a sensação de culpa e isolamento.

Crie um ambiente seguro: onde ele se sinta protegido para falar sobre seus problemas.

Procure ajuda profissional: psicólogos, psiquiatras e terapeutas podem ajudar a compreender e tratar a causa do comportamento.

Fortaleça vínculos: momentos de conexão, como conversas leves, atividades juntos e demonstrações de afeto, ajudam no processo de recuperação.

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O papel da escola e da comunidade

A escola é um espaço estratégico para identificar sinais precoces de autolesão, pois professores e colegas muitas vezes percebem mudanças no comportamento antes da família. Treinamentos e palestras para educadores e alunos sobre saúde emocional, bullying e prevenção de suicídio são ferramentas essenciais.

A autolesão é um pedido silencioso de ajuda. Ao invés de focar apenas no ato de se machucar, é preciso olhar para a dor que o antecede. Acolher, compreender e encaminhar para apoio especializado é o caminho para que o adolescente aprenda formas mais saudáveis de lidar com suas emoções e reconstrua a confiança em si e nas pessoas ao seu redor.



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cassianasilvapsicopedagoga

Sou Cassiana Silva, Psicopedagoga Clínica, Neuropsicóloga e Terapeuta Familiar, com mais de 13 anos de experiência dedicada ao cuidado e desenvolvimento de crianças, adolescentes e famílias.

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